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Tratamento de Efluente: Importância e Etapas do Tratamento.

Atualizado: 27 de jan.

Um dos temas ambientais mais preocupantes do século é a poluição das águas, este assunto é tão sensível e preocupante que faz parte dos 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável – ODS da Agenda 2030 elaborada pela Organização das Nações Unidas – ONU, que são metas a serem alcançadas globalmente até o ano de 2030. A ODS nº6 retrata as metas que devem ser alcançadas no âmbito da água potável e do saneamento, esse é de um de muitos desafios vitais para o desenvolvimento do planeta, já que dependemos da disponibilidade, quantidade e qualidade desse recurso para sobreviver.


As metas 6.2 e 6.3 da ONU, dizem respeito ao fim das disposições irregulares de esgoto doméstico a céu aberto, que são motivo de disseminação e proliferação de doenças, principalmente às populações mais carentes e desassistidas. Objetiva-se e reduzir pela metade a quantidade de águas residuárias não tratadas, assim o tratamento do “esgoto” se torna imprescindível.


O tratamento ideal para cada tipo de efluente é indicado de acordo com o tipo e composição da carga poluidora, fazendo com que existam diversos tipos e composições de tratamento. Os principais tipos de estações de tratamento de efluentes está dividida em 4 fazes:

· Tratamento Preliminar;

· Tratamento Primário;

· Tratamento Secundário;

· Tratamento Terciário.


O Tratamento Preliminar é constituído por processos físicos de remoção dos sólidos grosseiros e da areia que são arrastados pelas redes coletoras ao logo do percurso até a entrada das estações de tratamento. Os equipamentos mais comuns nessa etapa são: os sistemas de gradeamento, responsáveis por reter sólidos que estão presentes pelo uso inadequado dos sistemas de esgotamento, tais como, sacolas plásticas, produtos de higiene pessoal, preservativos, etc. e as caixas de areia responsáveis por reter as partículas em suspensão de areia arrastadas pelo efluente no seu processo de condução até a unidade de tratamento.


Já o Tratamento Primário é responsável por remover os sólidos em suspensão, material sedimentáveis, materiais flutuantes (óleos e graxas) e a parte da matéria orgânica em suspensão. Esse processo normalmente contribui para eficiência de remoção dos sólidos suspensos da ordem de 50% e auxiliam na remoção da Demanda Bioquímica de Oxigênio - DBO na ordem de 25%, remoção feita, geralmente, em decantadores para que em razão da diferença de densidade e da ação da gravidade, as partículas sedimentem no fundo desses equipamentos hidráulicos.


O Tratamento Secundário geralmente é feito por processos biológicos (anaeróbios e/ou aeróbios), mas podem ser utilizados processos químicos. Nessa etapa é feita a remoção da matéria orgânica dissolvida e em suspensão que não foi removida na etapa anterior. Os processos biológicos fazem biodigestão da matéria por meio dos microrganismos presentes nos efluentes, que são capazes de remover até 95% da DBO. Existe uma grade variedade de métodos de tratamento de efluentes a nível secundário, os principais são: reatores anaeróbicos, filtros biológicos aeróbios, lagoas de estabilização, lagoas aeradas e lodos ativados.


Em processos em que existe um tipo especifico de poluente que as etapas anteriores não foram capazes de removê-lo parcialmente ou completamente, ou existe algum tipo de metal pesado, nutriente ou organismo patogênico, deve ser aplicado um Tratamento Terciário. No geral os processos aplicados nesta etapa são adsorção por carvão ativado, troca iônica, cloração, ozonização e osmose reversa.


A KomaX se preocupa com a saúde e o bem-estar da população e do planeta. Por isso, possui soluções tecnológicas da mais alta qualidade para o tratamento de efluentes, atuando com um corpo técnico multidisciplinar e preparado para atender os nossos clientes, suas necessidades e demandas, auxiliando na escolha da melhor solução para cada situação.


Davi Prado Bastos,

Engenheiro Sanitário e Ambiental, Supervisor Divisão Ambiental da KomaX.

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